O salão fervilhava de aplausos ao redor do palco do leilão, mas Clara… congelou.
A respiração sumiu.
A taça pesou na mão.
E a pele? Arrepiou como se tivesse entrado numa câmara fria.
Dante percebeu no ato.
Ela travou. O olhar ficou preso num ponto fixo, como se o passado tivesse brotado do mármore polido da mansão.
E brotou mesmo.
Leandro.
Não um parente.
Um fantasma com nome e terno.
Ele caminhava em direção a ela como se o tempo não tivesse passado. Como se ainda tivesse poder.
—