O amanhecer chegou arrastado, cinza, e o hospital parecia respirar devagar, como se o mundo inteiro esperasse a próxima ordem de Rose Almeida.
Ela não dormira. Ficou a noite toda no corredor, de pé, assistindo Pedro respirar por entre fios e curativos, o corpo marcado, mas vivo.
Quando o médico saiu da sala e disse que o estado dele era estável, Rose finalmente relaxou os ombros — só por um instante.
Henrique apareceu logo depois, trazendo o celular com a tela iluminada.
— A PF interceptou comu