O sol começava a invadir o quarto por entre as frestas das cortinas. A claridade morna beijava os lençóis amassados, e o silêncio da casa era tão espesso que dava pra ouvir o próprio respirar.
Rose despertou devagar, a mente ainda presa entre o sonho e a vigília. Por um instante, não soube onde estava. O colchão sob o corpo era macio demais, o cheiro no ar era outro — mistura de perfume amadeirado e café distante. Quando virou o rosto, a realidade a atingiu com força.
Pedro.
Dormia ao lado dela