O dia passou rápido, e à noite, Léo ligou. Eu já estava no quarto, com a mão na barriga, sentindo Lucca Leonardo se mexer. A voz dele, do outro lado da linha, era música para os meus ouvidos, um bálsamo para a minha alma.
— Meu amor, como foi o dia? — ele perguntou, a voz suave, cheia de carinho.
— Foi bom. O trabalho da Fernanda me distraiu bastante.
Ele perguntou do avô, que tinha ficado na propriedade junto comigo e a enfermeira. O seu tom de voz, mesmo através do telefone, era de alívio e preocupação. A sua ausência, mesmo que temporária, o deixou inquieto.
— Ele está bem. Dormindo. A enfermeira disse que ele está reagindo bem ao tratamento. O médico está otimista — respondi, com um suspiro de alívio.
— Estou em Lisboa, deitado já. Amanhã irei para a França. Todos perguntaram por você. A Camille mandou um abraço — a voz de Léo soava calma, mas eu conseguia sentir a saudade em cada palavra.
— Eu também sinto a falta de todos — respondi, com a mão na barriga.
— Eu mal cheguei e já