Fiquei imóvel por alguns segundos, os olhos fixos na silhueta junto às árvores. A figura não se mexia, como se soubesse que eu a estava observando. O coração batia tão rápido que mal conseguia respirar. Senti uma onda gelada subir pela espinha.
— Helena… — sussurrei, sem tirar os olhos da janela. — Acorda, tem alguém lá fora.
Ela se virou, sonolenta, mas logo se alertou ao ver meu rosto.
— Alguém? Tem certeza?
— Vem ver.
Ela se levantou devagar e se aproximou da janela. Mas quando olhou, a