Depois da invasão, Augusto decidiu que não podia mais adiar.
Não falou em medo. Não falou em ameaça. Muito menos em sucessão.
Homens como ele não davam nome a pressentimentos — apenas agiam quando algo dentro deles começava a se mover.
E algo estava.
Augusto sentia, com uma clareza incômoda, que uma mudança se aproximava. Não sabia quando. Nem de onde. Apenas sabia que o tempo — o único recurso que sempre controlara com precisão — já não parecia tão previsível quanto antes.
Ainda assim, nã