Era madrugada. Rodrigo dirigia pelas ruas silenciosas da cidade, longe da área nobre, onde o asfalto rachado e os postes de luz amarelados pareciam esquecidos pelo tempo. Ele estacionou em uma rua comum, quase deserta, desceu do carro e ajustou o boné — outro homem, outro papel.
À sua frente, erguia-se um prédio antigo e discreto. Nenhuma placa chamativa, apenas um número solitário na porta. A fachada descascada e a ausência de movimento davam ao lugar uma aparência esquecida, quase invisível,