Rodrigo percebeu a presença antes mesmo de ouvir a voz.
O estacionamento subterrâneo estava silencioso demais para ser casual. O tipo de silêncio que antecede algo calculado.
— Você sempre aparece rápido — disse Gustavo, atrás dele. — Impressionante.
Rodrigo virou-se devagar, o rosto controlado.
— Precisa de alguma coisa? — perguntou.
Gustavo sorriu de leve, como quem escolhe cada palavra.
— Achei que devíamos conversar depois… daquele episódio.
Rodrigo sustentou o olhar.
— Seja claro.