Júlia escolheu o lugar de propósito.
Não era bar demais, nem restaurante formal. Um daqueles espaços onde a música existe só para preencher o fundo, as mesas ficam próximas o suficiente para conversas sem esforço e ninguém presta atenção em ninguém além do próprio grupo.
Helena percebeu assim que chegou.
Rodrigo caminhava ao lado dela, atento como sempre, mas havia algo diferente. Não era alerta externo. Era concentração demais para um ambiente que não exigia.
— Você está quieto — comentou,