Rodrigo fechou a porta da sala atrás de si.
O ambiente não era hostil, mas deixava claro quem mandava. Vidros amplos, vista aberta para a cidade, móveis dispostos com precisão. Nada ali estava fora do lugar, e ninguém entrava sem ser observado.
Eduardo estava de costas, olhando para baixo.
— Sente-se — disse, sem se virar.
Rodrigo permaneceu em pé.
— Prefiro assim.
Eduardo sorriu de leve, como se esperasse exatamente essa resposta. Virou-se devagar e apoiou as mãos na mesa.
— Imaginei.
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