O carro parou diante da mansão.
Helena demorou alguns segundos para abrir a porta. Não queria que aquele dia terminasse ali, mas sabia que não tinha escolha.
— Obrigada por hoje — disse, olhando para Rodrigo.
— Eu que agradeço — respondeu ele. — Fazia tempo que eu não me sentia assim.
Ela sorriu e desceu.
Os dois sabiam que, ao atravessar aquele portão, tudo voltaria a ser como antes. Ou pior.
Helena mal chegou ao quarto quando o celular vibrou.
Mensagem do pai.
“Venha ao escritório. Agora.”
Respirou fundo e desceu.
Augusto estava de pé, de frente para a janela. Quando se virou, o tablet estava em suas mãos.
— Onde você esteve hoje? — perguntou, direto.
— Saí para caminhar — Helena sustentou o olhar. — Com o Rodrigo.
— Fora da agenda. Pessoas importantes esperavam vê-la na reunião de hoje — disse ele, seco. — Você entende o que isso significa?
— Significa que eu quis passar algumas horas longe de reuniões, câmeras e expectativas — respondeu. — Eu não fiz nada errado.
Augusto aproximou