Era sexta-feira.
Helena despertou antes do alarme, como se o corpo tivesse aprendido a antecipar exigências. Pegou o celular ainda deitada, o rosto iluminado pela tela: notificações da empresa, lembretes de reuniões, uma mensagem de Júlia piscando no topo.
“Café hoje. Você está sumida.”
Helena fechou os olhos por um segundo antes de responder.
“Depois do expediente.”
Levantou-se, tomou banho rápido e escolheu a roupa com mais cuidado do que gostaria de admitir. Não por vaidade — por a