Ele franze a testa, e eu vejo ali o conflito interno dele: o irmão de Ricardo, o homem que preza pela responsabilidade, o amigo que sempre foi mais cuidadoso comigo do que deixava transparecer.
— Natália… o Ricardo tem o direito de saber — ele começa a dizer.
— É a minha vida, Vitor — eu o interrompo, soando mais firme do que eu realmente me sinto. — Deixa ela ser apenas minha por um instante. Eu preciso processar isso antes que o mundo inteiro decida o que eu devo fazer.
Ele me encara por algu