O salão gourmet está banhado por uma luz âmbar excessiva, refletindo-se em rostos impecáveis e risos que soam como notas agudas demais aos meus ouvidos. Tudo aqui é orquestrado com um perfeccionismo que sufoca qualquer vestígio de espontaneidade. Ana vem em nossa direção assim que cruzamos a entrada, sua energia vibrante cortando o ar.
— Natália! — Ela me envolve em um abraço entusiasta. — Você veio!
— Claro — sorrio, tentando mimetizar sua alegria. — Feliz aniversário, Ana.
Ela se afasta um po