Mundo ficciónIniciar sesiónVerena Hills odeia seu chefe e seu trabalho, mas com dívidas até o pescoço, o salário como assistente do presidente da empresa D'Argent é perfeito. Após um incidente que muda completamente sua vida, ela decide pedir demissão, sem imaginar que em breve estará presa ao chefe que tanto diz detestar. Azkarion D'Argent é um homem poderoso e irresistível, com estranhas obsessões ocultas e uma tentação obscura guardada a sete chaves. Verena é seduzida por Azkarion para se tornar sua esposa por contrato, em troca de uma quantia que pode lhe dar a liberdade que tanto deseja. O que ela não sabe, porém, é que está prestes a conhecer a tentação mais obscura de seu chefe — uma que a deixará no epicentro dos seus próprios desejos irresistíveis.
Leer másAzkarion afastou a bandeja e eu recuei quase por reflexo.Não foi um movimento elegante nem digno — foi puro instinto. Senti o ar ficar mais denso, senti o espaço entre nós se carregar de uma tensão que me oprimia o peito.Senti o homem caminhar em minha direção, com aquela segurança cruel, com aquele jeito seu de avançar que não precisava me tocar para me imobilizar. Cada passo dele era uma ordem silenciosa para o meu corpo, e meu corpo, traidor, obedecia.— Essa é sua condição, Verena? Sem sexo, sem amor?Suas palavras caíram sobre mim como um golpe seco. Fiquei perplexa.Sem amor? A pergunta me atravessou mais fundo do que eu estava disposta a admitir.Como se Azkarion pudesse amar? Como se um homem como ele, construído de controle, poder e sombras, pudesse sequer compreender o que aquela palavra significava?Minha mente se encheu de pensamentos contraditórios, mas nenhum conseguiu virar voz.Tentei falar, tentei articular uma resposta que não me deixasse vulnerável, mas fiq
POV Verena— Preciso ir com minha irmã… não posso…Nem terminei a frase. Seu olhar se cravou em mim como uma lâmina afiada, imóvel, precisa. Não gritou. Não ergueu a voz. Não precisava. Azkarion nunca precisava. Bastavam aqueles olhos escuros, atentos, calculistas, que pareciam te desarmar por dentro.— Vai me deixar sozinho e doente? — perguntou com uma calma que me arrepiou a pele. — Você é contraditória, Verena. Além disso, preciso de você. Acho que me deve isso.O ar ficou preso na minha garganta.Não consegui me recusar.Busquei uma desculpa, uma saída elegante, uma razão lógica que não soasse covarde… mas nada apareceu. Minha mente ficou em branco, como se ele tivesse apagado um interruptor invisível. Ou talvez sempre estivesse apagado quando se tratava de Azkarion.Assenti sem dizer uma palavra.Ele se levantou com cuidado e foi ao banheiro. Ouvi o barulho da água, o roçar da roupa, movimentos lentos.Minutos depois saiu vestido com roupa limpa, escura, impecável, mesmo
POV AzkarionVer aquela mulher me deu náusea.E não falo da dor física que ainda me atravessava o peito, nem da pressão surda que latejava sob as ataduras — Marlene e meu pai me provocavam algo pior do que tudo o que sempre fui, o pior de mim.Falo de algo diferente. Mais fundo. Mais antigo. Daquele tipo de nojo que não nasce no estômago, mas na memória. O que se ativa quando certos rostos voltam do passado como parasitas que nunca pediram licença para voltar… porque sempre assumiram que tinham direito.Marlene.Sua voz estridente cortou o ar mal ela cruzou a porta, como unhas raspando metal.— O que você fez com meu filho, selvagem?! — gritou, fora de si. — Se você o matou, juro que…!Não a deixei terminar.Nem pensei.Meu corpo reagiu antes que minha mente. Instinto puro. O mesmo que me manteve vivo desde que aprendi que ninguém ia me proteger se eu não o fizesse.Coloquei Verena atrás de mim com um movimento seco, definitivo, como se o lugar natural dela fosse esse: proteg
POV AzkarionAbri os olhos com dificuldade, como se o mundo pesasse demais sobre minhas pálpebras.O corpo inteiro doía — não uma dor aguda, mas uma funda, cansada, daquelas que se instalam quando algo dentro de você se parte antes da pele. O cheiro de desinfetante confirmou o óbvio: hospital.Então a memória voltou de repente, cruel, sem avisar.O Penthouse. A noite. Claudette.Fui um idiota.Lembrei do rosto dela destruído, da loucura brilhando nos olhos, do fio da faca se aproximando rápido demais.Lembrei do impacto no meu peito — aquela sensação ardente, como se o ar incendiasse dentro de mim. Não foi a dor o que mais me marcou, foi a surpresa. A certeza de que tinha baixado a guarda. Imperdoável.Droga.Claudette aproveitou minha distração, meu cansaço, meu excesso de confiança.Mas se for honesto — e não me resta outra — não a culpo tanto quanto me culpo a mim. Eu permiti que ela estivesse ali. Eu ignorei os sinais. Eu achei que tinha tudo sob controle.Sempre esse er





Último capítulo