Mundo de ficçãoIniciar sessãoVerena Hills odeia seu chefe e seu trabalho, mas com dívidas até o pescoço, o salário como assistente do presidente da empresa D'Argent é perfeito. Após um incidente que muda completamente sua vida, ela decide pedir demissão, sem imaginar que em breve estará presa ao chefe que tanto diz detestar. Azkarion D'Argent é um homem poderoso e irresistível, com estranhas obsessões ocultas e uma tentação obscura guardada a sete chaves. Verena é seduzida por Azkarion para se tornar sua esposa por contrato, em troca de uma quantia que pode lhe dar a liberdade que tanto deseja. O que ela não sabe, porém, é que está prestes a conhecer a tentação mais obscura de seu chefe — uma que a deixará no epicentro dos seus próprios desejos irresistíveis.
Ler maisPOV AzkarionVoltei ao quarto onde minha esposa estava inconsciente.O simples fato de cruzar aquela porta devolveu a pressão no meu peito. O cheiro de hospital, o som constante das máquinas, a luz fria caindo sobre o corpo imóvel dela... tudo me lembrava que eu estava à beira de perder tudo. Me aproximei devagar, como se temesse que um movimento brusco pudesse quebrar o fio frágil que a mantinha viva.Segurei a mão de Verena.Estava fria. Quieta demais.Apertei com cuidado, como se através daquele contato eu conseguisse obrigá-la a ficar, a não desistir. Me inclinei e apoiei a testa nos nós dos dedos dela.— Volta pra mim — murmurei. — Não ouse me deixar sozinho.Naquele momento, a porta se abriu.Entrou um dos meus seguranças. A presença dele me lembrou algo que eu tinha tentado ignorar: o mundo não tinha parado. A violência continuava respirando lá fora, esperando ordens.Me endireitei devagar e olhei nos olhos dele.— Quero que você cuide da minha esposa — falei com voz b
POV AzkarionNaquela noite não dormi.Nem um único segundo.Meu corpo permaneceu ali, rígido, afundado numa cadeira dura e desconfortável, com as costas mal apoiadas na beira da cama do hospital.Cada músculo doía, mas não me movi. Não conseguia. Não queria. Como se, ao fazer isso, eu pudesse quebrar algo frágil, invisível, mas vital. Como se me mover fosse aceitar que o mundo continuava avançando enquanto o meu tinha parado.Verena estava deitada na minha frente.Imóvel. Silenciosa. Conectada a máquinas que respiravam por ela, que vigiavam cada batida do coração dela, cada mínima flutuação na pressão, cada suspiro artificial que entrava e saía do corpo dela. Os tubos, os cabos, os monitores... tudo parecia uma rede cruel que a mantinha presa a este mundo sem perguntar se ela queria ficar.O rosto dela estava pálido.Quieto demais. Alheio demais à mulher forte, orgulhosa e viva que eu conhecia. Era como se o tempo tivesse decidido congelá-la sem aviso prévio, sem permissão, sem
POV AZKARIONA tia Paloma foi a primeira a chegar.A vi avançar pelo corredor do hospital como se cada passo lhe custasse anos de vida. O rosto dela estava desfigurado, os olhos vermelhos de tanto choro contido, mas ainda assim conservava aquela dignidade silenciosa que sempre a definiu. Não corria, não gritava, não perguntava. Caminhava com a certeza de quem já sabe que algo terrível aconteceu.Quando me viu, não disse uma única palavra.Não fez perguntas. Não precisou.Simplesmente abriu os braços e me envolveu com força, como se o corpo dela tentasse sustentar o meu antes que eu me quebrasse por completo.Eu também a abracei, me agarrando a ela com um desespero que nem eu mesmo reconheci. Senti o nó na garganta me impedir de respirar normalmente, o tremor tomar conta das minhas mãos sem que eu conseguisse controlá-lo.Nunca fui um homem dominado pelo medo.Tinha enfrentado ameaças reais, traições que marcaram destinos, decisões que condenaram outros e me perseguiram por anos
POV AzkarionAtrás de mim apareceram Nicandro e Bora, como duas sombras que emergiam tarde demais, mas carregadas de uma fúria impossível de conter. Os passos deles ressoaram com violência no chão, e assim que ficaram perto o suficiente, o ambiente mudou. O ar ficou espesso, irrespirável, como se o próprio espaço entendesse que algo irreversível tinha acabado de acontecer.Bora foi a primeira a reagir. Ergueu o braço bruscamente, o corpo tenso, e apontou diretamente para Inés. O olhar dela era puro fogo, uma mistura perigosa de raiva, incredulidade e dor.— O que você fez com ela? — rugiu, com uma voz que eu não reconheci. — Por que a machucou? Ela está grávida!Aquela palavra caiu como um tiro direto no peito.Grávida.Meu filho.Nosso sangue.O mundo parou pra mim. Senti o chão desaparecer sob os meus pés e virei a cabeça com desespero, temendo o que já sabia que encontraria. Verena estava caída no chão, imóvel, quieta demais. Não era o repouso sereno do sono, era a quietude





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