Mundo de ficçãoIniciar sessão
Capítulo 1
Lara Oliveira Eu estava tão animada para a surpresa que planejava que demorei a entender o que estava vendo e ouvindo. Minhas mãos tremiam sobre a maçaneta da porta do quarto de hotel enquanto cada palavra que saía de dentro rasgava meu peito como lâmina quente. Eu só queria fazer uma surpresa para o meu noivo. Levei champanhe, lingerie nova por baixo do vestido e a esperança idiota de que, depois de cinco anos, André finalmente me visse como algo mais que um acordo de famílias. Mas a surpreendida fui eu. Nosso noivado sempre foi frio, calculado, político. Ainda assim, eu tinha me permitido gostar dele. Confiar. Sonhar. Agora tudo isso virava cinzas. A voz de Yara "minha própria irmã" chegou até mim carregada de desprezo e prazer: — Você vai mesmo se casar com aquela pata choca? — Vou, sim. Nossas famílias têm um acordo… — André respondeu, a voz calma, quase entediada, entre um gemido baixo. — Por mim, eu já teria mandado esse acordo idiota para o inferno há muito tempo. Mas o dinheiro e o status valem mais. Meu estômago revirou. O chão pareceu sumir. A dor veio primeiro, sufocante, esmagando meu peito. Depois veio o ódio. Quente. Vivo. Devorador. Em vez de fugir chorando como eles certamente esperavam, eu respirei fundo, abri a porta devagar, sem fazer barulho, e entrei. Eles estavam na cama. Yara montada nele, rebolando devagar, os cabelos longos colados nas costas suadas. André segurava a cintura dela com força, gemendo o nome dela. Nenhum dos dois me viu de imediato. Com o celular na mão, tirei várias fotos em sequência. Rostos nítidos. Corpos entrelaçados. A aliança que eu tinha dado a André brilhando no dedo dele enquanto ele apertava a bunda da minha irmã. Gravação curta de áudio também. Provas suficientes para destruir os dois se fosse necessário. Só então bati a porta com força. Os dois pularam. Yara soltou um grito e tentou cobrir o corpo com o lençol. André empurrou ela para o lado, o pânico estampado no rosto. — Lara?! Que porra você está fazendo aqui? Eu sorri. Um sorriso gelado, sem alma. — Surpresa, “amor”. Ou devo dizer… traidor? — Minha voz saiu firme, muito mais controlada do que eu esperava. — Tirei fotos lindas de vocês. Bem nítidas. Dá pra ver até o seu pau ainda molhado da boceta da minha irmã. Yara começou a chorar. — Mana, por favor… não é o que você está pensando… foi só uma vez… — Cala a boca, sua vadia traidora. — Eu olhei para ela com nojo. — Cresci defendendo você. Dividi tudo com você. E você fode com meu noivo pelas minhas costas? Vocês dois merecem um ao outro. André tentou se aproximar, ainda nu. — Lara, me perdoe, vamos conversar. Foi um erro. Eu te amo, você sabe disso. O casamento… — O casamento acabou. O noivado acabou. Tudo acabou. Se qualquer um de vocês tentar me procurar ou inventar alguma história, eu mando essas fotos para todas as famílias, todos os grupos de W******p e ainda publico na internet. Entenderam? Saí batendo a porta com tanta força que o corredor inteiro pareceu tremer. Meu coração batia descompassado, lágrimas queriam cair, mas eu segurei. Não daria esse gostinho a eles. Assim que entrei no carro, não consegui mais suportar. As lágrimas invadiram meus olhos, e eu solucei e gritei tudo que ficou entalado na minha garganta. Eu os amava. Eu fazia tudo por eles, mas para eles eu era o quê? Apenas uma moeda de troca. Apenas uma diversão. Dirigi para casa no automático, mas as cenas não paravam de se repetir na minha mente. Eu queria poder apagar esses cinco últimos anos em que vivi com ele. Os anos em que eu me dediquei. Mas ele não era o problema maior. Minha irmã era. Ela era alguém em quem eu confiava cegamente, mas ouvir ela dizer aquilo sobre mim doeu mais que qualquer punhalada. Parei na frente de casa e comecei a tentar limpar o rosto. Eu não precisava de mais ninguém reparando em como eu tinha descoberto a pior traição da minha vida. Logo eles iriam saber. Assim que entrei, minha mãe me olhou preocupada. Meu rosto ainda dava indícios de que eu tinha chorado. — Você andou chorando, Lara? — Não foi nada. Aconteceu alguma coisa para me esperar na porta? Ela me analisou por mais alguns instantes e então soltou o ar, desistindo de arrancar a verdade de mim. — Seu pai quer falar com você. Agora. Está no escritório. Fui direto. Ele estava atrás da mesa de mogno, óculos na ponta do nariz, lendo documentos. — Onde você estava? — disparou sem nem me olhar direito. — Quero avisar que o casamento com André será amanhã. Eu quase ri. — Amanhã? Você só pode estar brincando. — Não estou brincando, Lara. Eu e Max Farias já organizamos tudo. Os dois irmãos dele chegaram ontem de Paris especialmente para o casamento. Não tem discussão. — Pai… eu não vou me casar com ele. Ele bateu a mão espalmada na mesa, o som ecoando no escritório, então levantou os olhos para mim. O que vi ali me gelou mais do que a cena no hotel. Meu pai não estava preocupado comigo, ele estava preocupado com a aliança que formaria. — Vai sim. De qualquer jeito. O acordo está fechado há anos. Milhões de reais, parcerias, reputação. Você não vai destruir tudo por causa de um chilique. Suba, tome um banho, descanse. Amanhã você será a noiva mais linda dessa cidade. — Mande a Yara se casar com ele. Era ela que estava montada sobre ele. Eu não vou ser humilhada mais uma vez por aqueles dois. — Você tem provas? Que sua irmã estava fazendo isso? — ele pareceu surpreso com a revelação. — Eu tenho, pai. Está aqui no meu celular. Abri a câmera para ele e deixei que ele rolasse vendo tudo que eu tinha tirado. Esperei que ele falasse algo, que dissesse que eu tinha razão, que ele ia agora mesmo tirar isso a limpo, mas ele simplesmente jogou meu aparelho dentro da gaveta e a fechou. — Pai?! — Isso fica comigo e com você. Não vai mais falar disso, está proibida. Você vai se casar com André. Eu saí do escritório sem dizer mais nada. Subi para o meu quarto, peguei bolsa, carteira, uma muda de roupa e saí pela porta dos fundos antes que alguém pudesse me impedir. Eu tinha que fugir daquele inferno. Dirigi pela cidade, mas as palavras do meu pai se uniram às imagens de André e Yara. Será que eu valia tão pouco assim? Minha própria família não se importava com os meus sentimentos? Parei na frente de um bar que eu já tinha ouvido falar, famoso pela facilidade de fazer os problemas desaparecerem. Não só pelas bebidas, mas também pelas pessoas que frequentavam ali. Fui até o guichê para comprar minha entrada, mas a mulher me disse que apenas com referência eu conseguiria entrar. Então tirei minha identidade e mostrei a ela. — Meu sobrenome é o suficiente? A mulher ergueu os olhos para mim e me autorizou no mesmo momento. Assim que entrei, já pedi uma vodka, a melhor da casa. Se meu pai queria me casar com aquele desgraçado, eu teria a melhor despedida de solteira de todas. Virei uma, duas e, na terceira, eu já não sentia mais o peso daquele dia sobre mim. — E aí, gatinha. O que tá fazendo sozinha aqui? Que tal eu te apresentar o lugar e uns amigos, tenho certeza que... — Ah, vai te lascar! Tô com cara de quem quer acompanhante barato? — Como é? — Ele pareceu surpreso com a minha reação. — É o que você ouviu. Eu não tô interessada na sua proposta, agora some. Ele então segurou meu braço com força e me puxou para perto dele. — Quem você tá achando que é pra falar assim comigo, hein, sua vadia? Tentei puxar meu braço de volta, mas ele era forte demais. Quando estava prestes a virar minha bebida nele, senti o aperto afrouxar e olhei para além dele. Um homem lindo, com um olhar severo e misterioso, aparentando uns 40 anos, estava segurando o punho dele com força. — Como ousa tocar na minha garota? — disse ele com um sorriso cruel nos lábios. — Você quer dizer nossa, né, irmão? — completou o outro, mais velho, também muito bonito e atraente, aparentando uns 45 anos. O cara olhou para mim novamente, tentando entender toda a situação, mas eu não me opus. Eles pareciam muito mais interessantes que o babaca que me assediava. Ele então me olhou mais uma vez e se afastou. — Não sabia que ela estava acompanhada. — Agora que sabe, some daqui antes que a gente chame o segurança pra você. Ele correu sem nem olhar para trás. — Você está bem? — perguntou o mais novo. — Estou bem, obrigada. Mas que história é essa de que eu sou de vocês? Eu nem conheço os senhores. — Por favor, não nos chame de senhores. Não somos tão velhos, somos maduros… e só como uma deliciosa maçã. — Que seja. “Mas que convencidos.” Comecei a beber de novo até que o mais velho perguntou: — O que uma mulher tão linda faz num lugar como esse? — E precisa de motivo? — inclinei a cabeça de lado e continuei: — Se bem que a fama desse lugar é que aqui você pode esquecer até o seu nome. Acho que é disso que eu preciso. — Interessante. Quer se juntar a nós? Olhei para os dois por um longo tempo. O que eu tinha a perder? — Claro, mas já digo que adoro dançar e quero que me façam companhia. Os dois riram e se olharam, como se estivessem combinando algo que eu não sabia. Atravessei todo o salão até a área VIP luxuosa. O lugar era reservado, com sofás e almofadas enormes. Um vidro dividia o VIP do salão, e aquilo pareceu ainda mais intrigante. Eles então me ofereceram mais bebida, e junto com eles brindei à noite maravilhosa que eu estava tendo. Comecei a dançar com o mais novo, que eu ainda nem sabia o nome. Ele me segurou por trás e começou a se esfregar em mim sem pudor algum. Eu me virei para ele e olhei para a pista de dança abaixo de nós, que estava lotada. — E se nos virem... — O mais velho riu e parou na minha frente, chegando bem perto e sussurrando no meu ouvido: — Esse vidro nos permite vê-los, mas não o contrário. Ninguém da pista está vendo o que está acontecendo aqui. Minha boca se abriu e ele segurou meu rosto, roçando meu lábio com seu polegar. — Já esteve com dois homens ao mesmo tempo, querida? Ele falou e senti o aperto do mais novo atrás de mim se intensificar. Sua mão desceu por minha perna, chegando na barra do meu vestido. — Não... — as palavras saíram sussurradas. Joguei minha cabeça para trás, apoiando no ombro do homem mais novo, e ele sussurrou: — Quer provar? Seus lábios então tocaram meu pescoço de um lado e o irmão dele do outro, enquanto as mãos dos dois subiam e desciam pelo meu corpo. Se havia algum resquício de bebida em mim, ela sumiu completamente. Eu estava atenta a todas as sensações que eles estavam me proporcionando e isso estava me deixando cada vez mais louca por eles. Entrei entre os dois. O álcool desceu queimando. Conversa leve virou flerte pesado. — Quer sair daqui com a gente, princesa? — murmurou o mais novo no meu ouvido, a voz rouca de desejo. — Quero. O quarto VIP no último andar do hotel anexo à Eclipse Prime era puro luxo. Janelas do chão ao teto com vista para a cidade iluminada, luz âmbar baixa, cheiro de couro caro e desejo. Eu estava de pé no centro do quarto, o vestido verde-esmeralda colado ao corpo como segunda pele. O mais velho segurou meu queixo com firmeza, erguendo meu rosto. — Você sabe o que acontece quando provoca dois homens como nós, não sabe? — Sua voz grave soou como um rosnado possessivo. O outro veio por trás, pressionando o corpo forte contra o meu. Seus dedos desceram o zíper devagar, torturantemente lento. O vestido escorregou pelos meus ombros e caiu aos meus pés. Fiquei apenas de calcinha de renda preta e saltos altos. Ele mordeu meu lóbulo com força enquanto apertava minha cintura. — Hoje você não decide nada, princesa. Hoje você é nossa. O mais velho me beijou primeiro. Um beijo profundo, dominante, tomando minha boca enquanto suas mãos grandes apertavam meus seios, beliscando os mamilos até ficarem duros e sensíveis. Eu gemi contra a boca dele. O outro, atrás, puxou minha calcinha para baixo e enfiou dois dedos grossos sem aviso, sentindo o quanto eu já estava encharcada. — Caralho… tão molhada pros seus donos — grunhiu ele, curvando os dedos e massageando meu ponto G enquanto o polegar circulava meu clitóris. Minhas pernas tremeram. O mais velho desceu a boca para meu pescoço, chupando forte o suficiente para deixar marcas, depois para meus seios, sugando um mamilo enquanto beliscava o outro. Eles me levaram até a enorme cama king size com lençóis de seda preta. Deitaram-me de costas e abriram minhas pernas bem abertas. O mais velho se ajoelhou entre minhas coxas e lambeu meu clitóris devagar, depois com fome crescente, sugando e fodendo-me com a língua. O outro prendeu meus pulsos acima da cabeça com uma só mão e se inclinou para chupar meus mamilos, alternando entre mordidas e lambidas. — Olhe pra mim enquanto meu irmão te devora — ordenou o que segurava meus pulsos. Eu obedeci, olhos vidrados de prazer. O mais velho enfiou dois dedos grossos, fodendo-me com a boca e a mão num ritmo implacável. O orgasmo veio rápido e forte. Meu corpo convulsionou, apertando os dedos dele enquanto eu gritava. Eles não me deram tempo de recuperar. O mais novo se deitou na cama e me puxou para cima dele, de costas contra seu peito. Seu pau grosso e longo deslizou devagar para dentro de mim, esticando-me completamente. Ele segurou meus quadris com força, impedindo que eu me movesse, e começou a meter por baixo, fundo e ritmado. O mais velho se ajoelhou na frente, segurou meu cabelo e esfregou a cabeça grossa do pau contra meus lábios. — Abre bem essa boquinha gostosa. Eu obedeci. Ele empurrou para dentro, fodendo minha garganta com estocadas profundas e controladas enquanto o outro metia cada vez mais forte na minha boceta. Os sons molhados de sexo enchiam o quarto inteiro. O que estava atrás mordeu meu ombro: — Você é nossa putinha agora, Lara. O mais velho segurou meu cabelo com mais força, metendo mais fundo. — Engole tudo. Quero sentir você engasgando no meu pau enquanto meu irmão te fode. O prazer era insuportável. Outro orgasmo me rasgou. Eles continuaram metendo através dele, prolongando meu gozo até eu choramingar, sensível demais. O mais novo gozou primeiro, rosnando meu nome enquanto enchia minha boceta com porra quente e grossa. O mais velho puxou o pau da minha boca e gozou logo depois, pintando meu rosto, meus seios e minha língua. Eu ainda tremia entre os dois quando o mais velho me puxou para um beijo faminto, provando o próprio gozo na minha boca. O outro passou os dedos pela minha boceta inchada, misturando tudo. — Isso foi só o aquecimento, amor — murmurou o mais velho com aquela mistura perigosa de ternura e possessividade. — A noite é muito longa. Eles me viraram de lado. O mais velho de frente, o outro atrás. Passaram lubrificante e me penetraram ao mesmo tempo — um na boceta, o outro no ânus. A sensação foi avassaladora. Cheia demais. Esticada até o limite. Dor e prazer misturados perfeitamente. Eles encontraram um ritmo cruel e sincronizado, fodendo-me sem piedade. Mãos apertando meus seios, pescoço, quadris. Mordidas. Sussurros sujos. Eu gozei de novo, gritando, apertando os dois paus dentro de mim. Eles me foderam em todas as posições possíveis durante horas. De quatro, eu chupando um enquanto o outro me comia por trás. Sentada no colo de um, quicando enquanto o outro fodia minha boca. Contra a janela de vidro, a cidade inteira lá embaixo enquanto eles me usavam juntos novamente. Cada orgasmo era uma pequena vingança. Cada gemido meu era uma afirmação de que eu ainda estava viva, que ainda tinha poder sobre meu prazer. Quando o sol começou a raiar, eu estava exausta, marcada, cheia da porra deles e estranhamente em paz pela primeira vez em muito tempo. Entre aqueles dois estranhos perigosos, eu tinha encontrado algo que nem sabia que procurava. E eu definitivamente não queria que acabasse.






