Clara
O café com Gabriel terminou com uma conversa leve sobre música, lesões e as histórias engraçadas que ele colecionava dos bastidores da patinação artística.
Ele era divertido. Atento. Inteligente. Mas o que me deixava desconfortável não era o que ele fazia — e sim o que eu começava a sentir.
Não era paixão, nem atração imediata. Era um reconhecimento. Como se ele enxergasse algo em mim que eu mesma tinha esquecido que existia. Como se ele me oferecesse um reflexo onde eu não era só a mulhe