Clara
O consultório era silencioso demais. Mesmo com o som da impressora ao fundo, com o ruído sutil do ar-condicionado, parecia que o mundo inteiro prendia a respiração junto comigo. Jason segurava minha mão firme, como se isso fosse me impedir de desabar.
O médico folheava os exames. Com calma. Calma demais. Olhava os números, passava de uma folha para outra e balançava levemente a cabeça, como quem tenta montar um quebra-cabeça com peças que não se encaixam.
— Clara... — ele finalmente falou