POV Zion Bellini
O choro dela continua no meu ouvido, suave e dolorido, como uma navalha passando devagar na pele.
Eu fecho os olhos, aperto o celular contra a testa, sinto o sangue secar na minha bochecha. A voz dela. A única coisa viva no meu mundo morto.
Mas eu sei. Eu sei que se ela voltar, eu acabo com ela. Eu arrasto ela pro meu buraco, pra minha escuridão.
Eu sou um veneno. Eu respiro fundo. O peito arde, a mente ferve. Um segundo de silêncio, como se o universo prendesse o ar.
— Alice…