Rogério
Eu devia estar em paz.
Devia estar sentado ao lado da minha esposa, admirando os nossos filhos recém-nascidos dormindo no bercinho transparente, sentindo aquele amor que sempre dizem que muda a vida de um homem.
Mas eu estava inquieto.
Com o coração preso na garganta.
Com as mãos trêmulas.
Antony estava no centro cirúrgico.
E cada minuto que passava parecia uma eternidade.
Minha esposa percebeu que eu não conseguia nem ficar sentado. Ela apertou minha mão.
— “Amor… ele vai ficar bem.”