Rogério
A luz da manhã entrou suave pelas frestas das cortinas, dourando o quarto, o lençol e o corpo dela de um jeito que parecia obra de Deus. Eu acordei primeiro — não porque queria, mas porque o peso delicioso da Liz dormindo sobre mim era a primeira coisa que meus sentidos reconheciam antes mesmo de eu abrir os olhos.
O cheiro dela.
O calor dela.
A respiração tranquila batendo no meu peito.
Eu passei a mão devagar pelos cabelos dela, e ela fez aquele som baixinho, quase um ronronar, como