Rogério
Sentei-me à mesa com Sofia, tentando manter a compostura. Ela falava animada, rindo das próprias histórias, e eu tentava acompanhar sem parecer rude, mas não conseguia me envolver de verdade. Algo na situação me incomodava — ela era agradável, sim, mas a proximidade forçada, aqueles toques leves na mão e no braço… me deixavam impaciente.
Foi quando Antony entrou, sorridente, e se aproximou da nossa mesa:
— E aí, Rogério! disse ele, puxando a cadeira e sentando-se do meu lado. — Vocês