Um dia bom

Parte 47...

Ayla

Entramos no quarto para ver como estava nossa tia. Esperamos que a enfermeira saísse do quarto.

— Tia… - chamei baixo, aproximando-me da cama.

Ela virou o rosto devagar, como se o mundo precisasse de tempo para se ajeitar diante dela. Então sorriu. Um sorriso inteiro, consciente, que fez meu peito apertar.

— Ayla… - ela disse meu nome com clareza.

Meu coração deu um salto. Isso foi tão bom.

— Sou eu - respondi, segurando sua mão. — E a Narin está aqui também.

Narin se aproximou do outro lado da cama, os olhos já marejados.

— Oi, tia. Como está, querida? – beijou sua testa.

Ela olhou para nós duas, demoradamente, como se quisesse ter certeza de que éramos reais.

— Minhas meninas… - murmurou. — Vocês estão bem?

Troquei um olhar rápido com Narin. Aquilo era um dia bom. Um daqueles dias que a gente aprendia a aproveitar sem fazer perguntas. Nem sempre ela tinha esses dias.

— Estamos bem, tia. Estamos cuidando uma da outra.

— É… - ela assentiu devagar. — Sempre fizeram iss
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