Parte 66...
Emir
Eu não lembro bem como cheguei em casa, mas que eu enfiei o pé no acelerador, isso foi certo.
Lembro da porta do carro batendo com força demais dentro da garagem da mansão. O som ecoou alto, vazio. O cheiro de combustível ficou no ar. Atravessei o corredor até a entrada principal sem sentir os passos. Errei a fechadura uma vez antes de acertar. Abri a porta e entrei.
E lembro, acima de tudo, da voz dela.
“Eu odeio você, Emir.”
A porta se fechou atrás de mim. O silêncio da casa