Eu nunca pensei que, um dia, estaria entrando na biblioteca da faculdade como quem invade uma fortaleza medieval. Mas é exatamente isso que estamos fazendo.
E pior: com a Val liderando a operação.
— Última chance de desistir — ela sussurra, ajeitando o coque bagunçado no topo da cabeça, com a mesma energia de quem vai pular de um penhasco por diversão.
Bianca respira fundo, segurando seu casaco contra o peito como se fosse um escudo.
Lia observa tudo com aquele ar calmo que só existe até o pânico começar.
Eu engulo seco.
— Não vou desistir.
E não vou mesmo.
Eu preciso encontrar Noah.
Preciso saber onde ele está antes que esse vazio nas minhas costelas fique grande demais pra suportar.
Val sorri, empolgada demais pro contexto:
— Perfeito. Missão “Acha o Endereço do Emo” oficialmente iniciada.
Bianca revira os olhos.
— Ele não é emo, Val.
— Ele tem vibe de quem escreve poesia olhando pela janela na chuva. É emo o suficiente.
Eu fecho os olhos por um segundo.
O Noah que ela descreve não