O campus parece outro lugar quando você está procurando alguém que não quer ser encontrado.
Ou alguém que talvez… não possa.
Estamos as quatro andando rápido, como se estivéssemos atrasadas para alguma prova importante. Mas ninguém fala muito. É como se cada uma tivesse uma versão diferente do que pode ter acontecido com Noah — e todas fossem ruins.
Eu caminho no meio delas, segurando o diário dentro da mochila como se fosse um coração reserva que não deveria bater.
Val tenta quebrar o silêncio:
— Ok, plano. A gente divide o campus ou vai juntas?
— Juntas — respondo de imediato. — Eu não quero… — minha voz falha. — Eu não quero procurar sozinha.
Lia toca meu braço, compreensiva.
Seguimos pelo corredor principal. O dia está nublado, o vento frio demais para um final de tarde normal, como se o próprio campus soubesse que tem algo errado.
E então acontece.
Eu viro um corredor — e bato de frente com alguém.
Quase caio.
A pessoa segura meus ombros reflexivamente.
E meu corpo congela.
Não é