Eu encaro o diário aberto como quem encara uma ferida aberta.
A sala está silenciosa demais, como se o ar todo tivesse parado, prendendo a respiração comigo. O abajur derrama uma luz quente sobre as páginas, mas por dentro estou fria, tão gelada que parece que minhas mãos nem me pertencem quando tocam o papel.
Eu sei que é dele agora.
Do Noah.
Do garoto que me olha como se quisesse me odiar… e falha todas as vezes.
Mas nada me preparou para isso.
A página começa com a caligrafia dele, levemente