Eu acho que ele vai ceder.
Eu acho que—
Mas ele recua.
Não muito.
Não o suficiente.
Apenas o bastante para que a ausência do toque dele queime mais do que qualquer aproximação.
Ele encosta o punho na parede ao lado da minha cabeça, como se estivesse segurando o próprio corpo no lugar, impedindo-o de avançar.
Sua respiração bate no meu pescoço.
Quente.
Instável.
Devastadora.
— Merda… — ele sussurra baixo. — Isso tá errado.
Mas ele não se afasta.
Meu peito sobe e desce rápido, como se minhas costelas fossem ceder.
— Então por que você veio? — pergunto, a voz tão fraca que parece roubada.
Noah fecha os olhos um segundo, como se buscasse alguma força que não existe mais.
— Porque eu não consegui… — ele abre os olhos de novo, e o olhar dele me acerta como um choque — …ficar longe.
Aquilo me quebra.
Parte de mim se ilumina.
Outra entra em pânico.
Ele prende meu quadril com a mão — não de forma rude, mas firme, como se precisasse sentir que eu estava ali de verdade.
Eu seguro o punho dele na