Eu não queria sair do quarto naquele dia.
Depois do diário, minha cabeça virou um labirinto escuro.
Mas Val insistiu tanto pra irmos pegar algo no bloco de artes que acabei cedendo.
— Vai ser rápido — ela disse.
Não foi.
No final, tropecei numa caixa idiota no corredor, raspei o joelho e esfolei a palma da mão.
Queimou na hora.
Sangrou um pouco.
Nada absurdo.
Mas o destino — ou essa merda de universo irônico — parecia determinado a me colocar de frente para a última pessoa que eu queria ver.
No