Rafael Mendes
O som da sirene da ambulância era um grito lancinante que parecia rasgar o tecido da minha alma. Dentro do veículo, o espaço era sufocantemente pequeno, dominado pelo cheiro metálico de sangue e pelo som frenético dos bipes dos monitores. Eu estava sentado em um banco lateral, curvado, segurando a mão de Bella. Ela estava tão pálida que parecia feita de porcelana, uma fragilidade que contrastava violentamente com a força de gigante que ela demonstrara minutos antes.
— Fica comig