Isabella
O som do vidro se estilhaçando contra o chão de madeira foi como um tiro no silêncio denso do escritório. Rafael parou, o corpo tenso sobre o meu, os olhos verdes varrendo a sala como um predador em alerta máximo. Meu coração martelava contra as costelas, o pânico de ser descoberta por Dona Helena ou qualquer outro funcionário subindo pela minha garganta.
Olhamos para o chão ao mesmo tempo. Não era um invasor. Era apenas um copo de cristal que estava na borda da mesa, derrubado pelo m