Isabella
A luz vermelha pulsava sob o tecido da boneca de pano, um ritmo constante, hipnótico e mortal. Um... dois... três... Cada batida era um segundo que a vida de Sofia — e a minha — se esvaía. Olhei para o rosto angelical da minha pequena, dormindo alheia ao fato de que abraçava um detonador.
Clarice não estava blefando. Minha madrasta sempre teve um prazer sádico em transformar a inocência em arma. Senti meu estômago revirar, uma pontada de pânico atingindo o bebê em meu ventre.
— Nin