"Eu nunca temi a morte. Mas temo o que sinto quando ela me toca." — Fernando Torrenegro
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Minha respiração era uma faca contra a dela. Eu estava tão perto que podia sentir o calor do corpo de Luna queimando através do tecido da roupa. O coração batia descompassado, como se tivesse esquecido a cadência do ódio para aprender o compasso da rendição.
Eu devia empurrá-la. Gritar. Rasgar o ar entre nós com a mesma frieza com que mando homens para a morte. Mas não consegui.
Minhas mãos, ainda firmes