"Passei a vida inteira acreditando que o poder era controlar o escuro. Até conhecer uma mulher que decidiu acender a própria luz - e me ensinou que o verdadeiro domínio é nunca mais permitir que alguém a apague."
🖤
O caminho de volta é silencioso demais. Não o silêncio que acolhe. O outro - pesado, definitivo. Aquele que se instala depois que algo foi quebrado para sempre e ninguém ousa fingir que não ouviu o estalo. O motor ronca baixo, constante, como um coração que ainda bate por hábito enquanto o resto do corpo tenta entender o que acabou de sobreviver.
Luna está ao meu lado. Não encostada. Não recolhida. Presente. A postura ereta não é tensão - é eixo. Há uma calma nela que não nasce da negação, mas da decisão. A calma de quem atravessou o fogo e descobriu que não virou cinza. Virou lâmina.
As mãos repousam sobre o ventre. Não como quem protege algo frágil. Como quem reconhece um centro de poder. Um ponto a partir do qual o mundo vai ter que se reorganizar. Não há tremor. Não há