São olhos febris, turvos, mas vivos. Eu não os vejo como os outros veriam — eu os sinto. Sinto pelo jeito que a respiração dele muda, pelo silêncio atento que se forma quando ele desperta, pelo modo como o corpo dele se inclina minimamente em minha direção, como se a alma reconhecesse o caminho antes do corpo obedecer. A primeira coisa que ele faz não é se mover. É me procurar.
— Luna…
Meu nome sai da boca dele como uma prece dita por quem voltou do fundo do abismo. Não é apenas som. É um ped