"Ela não é mais peça do meu jogo; é o tabuleiro inteiro onde perdi minha arma mais letal — a indiferença — e descobri a ruína e a redenção no mesmo nome: Luna Castilho." — Fernando Torrenegro
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O silêncio dela me persegue. Mais do que seus toques, mais do que a doçura da sua voz, é no silêncio de Luna que eu encontro a minha ruína. Ela não precisa me perguntar nada. Não precisa exigir respostas. Aquela calma dela me força a confrontar aquilo que eu sempre tentei sufocar.
Eu devia estar planejando o próximo movimento. O próximo golpe contra Castilho. Devia estar alimentando minha vingança, como sempre fiz. Mas, ao invés disso, passo horas observando o jeito como ela respira ao dormir. Horas ouvindo o compasso suave do coração dela, que insiste em bater perto demais do meu.
E cada vez que penso em usá-la apenas como parte do meu plano, sinto algo me corroer por dentro. A lembrança da minha mãe, pedindo que eu nunca fosse escravo do ódio, volta como uma maldição. E eu sei que, de alguma