"Não foram meus inimigos que me quebraram. Foi ela — Luna Castilho — que fez da minha ruína a minha única verdade." — Fernando Torrenegro
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Luna não tem ideia do abismo em que pisa quando me encara desse jeito. Ou talvez tenha — e mesmo assim, ousa não recuar. Isso é o que me perturba. Eu, Fernando Torrenegro, herdeiro do sangue e da pólvora da Colômbia, acostumado a ver homens armados tremerem diante de mim, me vejo desarmado diante de uma mulher que não precisa de nada além da própria calma para me despir.
Quando ela me diz que meu silêncio grita, é como levar uma rajada no peito. Nenhum inimigo, nenhum traidor, nenhum capo ousou falar comigo assim. Mas dela… eu aceito. Não porque quero — mas porque não consigo evitá-lo. Essas palavras arrancam a máscara que vesti durante anos, a couraça feita de ferro, fumaça e cadáveres.
Eu deveria esmagar isso na raiz. Calar sua boca, lembrá-la de quem eu sou, de tudo o que já destruí para me manter no topo. Eu sei fazer isso. Fui treinado para