"No escuro eu leio suas fissuras: sou porto que o desarma e batalha que o prende."
— Luna Castilho
🖤
Aprendi cedo a morar na noite. A escuridão não é vazio — é mapa: cheiros, respirações, o peso das presenças. Onde os olhos falham, o corpo aprende a ler. E eu leio Fernando como quem decifra um código antigo: nos sulcos da voz, no tropeço discreto do passo, no modo como o ombro tensa antes de relaxar. Ele acha que me engana com aço e silêncio. Não engana.
Quando ele chega, não é só desejo que o