POV: Estela
Era como viver presa dentro de um redemoinho.
Por fora, eu andava, respondia, respirava.
Por dentro, eu gritava.
Caminhava pelos corredores do hospital, de jaleco, prancheta em mãos, mas minha mente estava a quilômetros de distância. Cada vez que meu olhar pousava sobre qualquer coisa, era como se ele resgatasse um pensamento esquecido, uma angústia silenciada, uma memória que não me dava descanso.
As palavras de Lorenzo ainda ecoavam dentro de mim com o peso de uma confi