Pov: Estela
A menininha saiu saltitando, o contrato dobrado em suas pequenas mãos, como se fosse apenas um desenho que levaria para casa.
Eu a segui com os olhos, o peito ainda queimando, e antes que conseguisse segurar as palavras, deixei escapar:
— E agora? E Isa? Como vamos pegá-la?
Lorenzo não respondeu de imediato. Estava sério, pesado, como uma pedra imensa sustentando todo o peso do mundo. Finalmente, disse apenas:
— Agora… é esperar.
Foi nesse instante que a menininha voltou, os cachos balançando nos ombros, o mesmo sorriso doce e cruel nos lábios. Mas dessa vez, ela não olhou para Lorenzo. Olhou direto para mim.
— Você. — apontou o dedinho em minha direção. — Só você vem comigo.
Senti a tensão no ar mudar.
Lorenzo ficou rígido, e quando a encarei, ele me olhava com aquele alerta silencioso que eu já conhecia. O olhar de quem não confia. O olhar de quem enxerga armadilhas em cada sombra.
Mas eu… não pensei duas vezes.
Dei um passo à frente.
Ele franziu