POV: Estela
Eu ainda não sei dizer quando foi que o silêncio começou a doer mais do que o medo.
Talvez tenha sido depois que Isa dormiu no quarto ao lado, com a respiração finalmente tranquila. Talvez tenha sido quando minha mãe chorou em silêncio, sentada na ponta do sofá, como se tivesse medo de agradecer alto demais e o universo mudar de ideia. Ou talvez tenha sido agora, sozinha no quarto, com a aliança pesando no meu dedo como algo que eu ainda não aprendi a chamar de futuro.
Eu deveria e