Capítulo 10 – Fronteiras de Gelo
O cheiro de sangue ainda ardia nas narinas. Estava em toda parte. Na lama, nas roupas, nos gritos que se apagavam um por um.
O confronto tinha cessado, mas o caos deixava um rastro. Sempre deixa. Corpos inertes, uns contorcidos, outros partidos. Os guardas se moviam rápido, arrastando feridos, verificando os que ainda tinham pulso. A maioria não tinha.
Eu continuava de pé, no meio daquilo tudo, com o peito arfando e as correntes pesadas nos pulsos. O sangue qu