Fernando
Entrei no escritório ainda com o sangue fervendo, na pressa deixei a porta semiaberta. E, para minha irritação, Viviane ainda estava ali.
— O que você ainda está fazendo aqui? — perguntei, sem esconder o cansaço. — Não acha que já foi o suficiente por hoje?
Ela virou-se devagar, como se estivesse em um palco, assumindo o papel de vítima com perfeição ensaiada.
— Você está sendo cruel comigo, Fernando… — disse, a voz embargada, exagerada.
Ignorei. Fui direto à mesa, recolhendo alguns p