O corredor branco parece engolir o som dos passos apressados de Miguel e Heitor. Não há choro, não há vozes. Só aquele silêncio frio de hospital que grita o que ninguém tem coragem de dizer. Eles caminham lado a lado, mas carregam pesos diferentes: um segura o medo, o outro, a culpa.
Na porta da UTI, a médica plantonista os aguarda. É jovem, mas há firmeza em sua postura.
— Senhores, bom dia. Sou a doutora Aline, responsável por Marta neste plantão. — Ela estende a mão com cortesia. — Os sinais