O som da sirene rasga o silêncio da tarde como um grito de desespero.
Pneus giram furiosos contra o chão de terra batida, levantando uma nuvem espessa de poeira vermelha que engole o quintal.
— Afastem-se! Deem espaço! — berra o socorrista, ajoelhado ao lado do corpo inerte no chão da sala.
O padrinho de Marta está pálido, os olhos semicerrados, a boca entreaberta, suando frio. O peito sobe e desce em descompasso, como se cada respiração custasse o dobro da vida que ainda resta.
— Pressão caind