O silêncio que paira na casa dos Maia é mais ensurdecedor do que qualquer tempestade. Marta foi embora deixando atrás de si um rastro de perguntas, incertezas e dor. Dona Maria entra na cozinha como quem procura refúgio, mas encontra apenas a solidão das paredes que presenciaram tudo e não disseram nada.
Ela se apoia na pia, o corpo tremendo, os olhos marejando até que a primeira lágrima escorre. Depois, todas as outras vêm como enxurrada. Ela chora como uma mãe que teme nunca mais ver a filh