Ravi tamborila os dedos na mesa da cozinha, o prato à sua frente quase intocado. O café da manhã já se dispersa em conversas baixas, olhares perdidos e uma atmosfera espessa que se arrasta por toda a casa como neblina. A cada minuto, a tensão parece se condensar mais, sufocando o ar e puxando todos para um silêncio incômodo.
— Marta — ele diz de repente, com a voz seca, sem preâmbulos.
— Evita entrar no seu escritório por enquanto, tá?
Ela o encara, sem entender. Ravi desvia o olhar por um bre