O céu se rompe com um estrondo seco, como se algo no alto tivesse se partido em duas metades. Um instante depois, a tempestade explode sem piedade. A água não cai, despenca com violência desgovernada, como se o próprio céu tivesse sido rasgado em desespero. O vento uiva entre as árvores, vergando galhos centenários e lançando telhas, folhas e destroços pelos ares. As nuvens, densas e baixas, parecem engolir a cidade, mergulhando tudo em um crepúsculo apocalíptico no meio da tarde.
Em questão de