Marta aperta o volante da caminhonete com tanta força que os nós dos dedos perdem a cor. O ronco do motor vai diminuindo à medida que ela desacelera, atravessando a velha porteira de madeira que range ao ceder passagem. A estrada de terra vermelha levanta poeira atrás de si, como se o passado, em forma de lembrança, a estivesse perseguindo.
Estaciona sob a sombra densa de uma mangueira antiga, onde, um dia, brincou de pique esconde com Miguel e Darlene. O mesmo cheiro de frutas maduras e folhas