O silêncio da madrugada envolve Cassandra quando ela desperta. O corpo inteiro dói, pesado, mas ao mesmo tempo agradecido pela primeira noite de sono decente em muito tempo. Ela entende, com amarga clareza, que o descanso não era apenas luxo, era sobrevivência. A mente ainda turva, ela se levanta devagar, respira fundo e sente que precisa seguir. Não há mais tempo a perder. O plano ainda lateja em sua cabeça, a vingança ainda é a única chama que a mantém de pé.
Ela desce até a garagem, a chave do carro em mãos. O coração dispara quando avista o veículo que o empresário lhe entregou, não é de luxo, mas é suficiente, discreto, funcional. Abre a porta, se acomoda e, por um instante, as lágrimas surgem sem que possa conter. Cassandra, a antiga che